ūüĒ• Guia visual para resolver problemas impress√£o 3D pela Bitfab

Tens problemas com a tua impressora 3D? Chegaste ao sítio certo.

Na Bitfab, preparamos o guia definitivo para resolver todos os teus problemas de impress√£o 3D. Milhares de horas de impress√£o 3D profissional nas nossas m√£os para ajudar-te com os contratempos que surjam com a tua impressora.

Além disso, não só te damos as chaves para diagnosticar os teus erros de impressão, mas também as melhores dicas para consertar a tua impressora, calibrá-la e evitar que voltem a aparecer. Imagens, vídeos e os nossos melhores conselhos num mega artigo.

ūüĎá Desfruta do guia e utiliza o √≠ndice visual se quiseres ir √† parte que te interessa.

ūü§¨ Os defeitos e problemas mais comuns da impress√£o 3D, em imagens

Reunimos uma coleção dos problemas mais comuns que surgem ao usar a nossa impressora 3D. São os mesmos problemas que nós encontramos comumente no nosso serviço de impressão 3D online, e por isso temos muita experiência em tratá-los e resolvê-los.

Uma impressora bem calibrada, uma laminação correta e um impressor experiente são as chaves para evitar estes problemas. Com isto poderás resolver qualquer problema de impressão.

Se te surgir qualquer um deles, segue as instru√ß√Ķes que te damos e se mesmo assim n√£o consegues solucion√°-los, tens a caixa de coment√°rios no final do artigo para nos comentares as tuas d√ļvidas.

Warping

A peça levanta-se da mesa

Warping en impresión 3D

Rachaduras

Rachas horizontais na peça

Deslocamentos de camadas

Deslocamentos horizontais da peça

Oscilação no eixo Z, z-wobble

Ondula√ß√Ķes verticais no eixo Z

Fiozinhos, stringing

Fios finos na peça

Sobreaquecimento

Cristas para cima nas esquinas da peça

Pé de elefante

Peças maiores na primeira camada

Ghosting

Ondula√ß√Ķes horizontais nas esquinas das pe√ßas

Ghosting

‚ĚĆ Warping, descola-se a primeira camada e dobram-se as pe√ßas

Warping en impresión 3D

O warping é um problema cada vez menos comum, uma vez que a grande maioria das impressoras modernas conta com uma mesa quente. Em qualquer caso, o warping pode-se produzir devido aos seguintes fatores:

  • Falta de ader√™ncia √† mesa: isto pode ocorrer devido a uma altura incorreta do bico em rela√ß√£o √† base ou a um mau nivelamento, mas tamb√©m √† falta de ader√™ncia √† superf√≠cie de impress√£o.
  • Contra√ß√£o t√©rmica das camadas superiores, que ao “encolher” puxam as camadas inferiores. Se isto acontecer, pode at√© partir a superf√≠cie de impress√£o se for do tipo BuildTak, pois arrancar√° o autocolante da mesa. Com o vidro tamb√©m pode acontecer. Isto ocorre em maior medida com materiais como o ABS ou o Nylon, e √© muito dif√≠cil que aconte√ßa com a impress√£o de PLA.

Dependendo do nosso problema podemos encontrar uma solução de acordo:

Para a falta de ader√™ncia, existem v√°rias solu√ß√Ķes. Se estivermos a utilizar uma base de vidro, √© altamente recomend√°vel utilizar algum adesivo para aumentar a fixa√ß√£o da pe√ßa. Alguns adesivos conhecidos s√£o a famosa Laca Nelly, ou a sua vers√£o mais profissional 3Dlac. Se estivermos a usar ABS podemos aplicar uma camada da mistura conhecida como ABS slurry que podemos fabricar n√≥s mesmos dissolvendo ABS num recipiente com acetona.

Se o teu problema estiver relacionado com a contração térmica, aumentar a aderência não te ajudará muito, pois, como já dissemos, o ABS ao deformar-se pode até partir a nossa base de impressão. Para resolver este problema, podemos simplesmente tapar a impressora com o que tenhamos em casa. Uma caixa grande pode funcionar, assim como um gabinete mais profissional, feito num armário.

A ideia, neste caso, é encerrar o calor gerado pela mesa, para que não haja muita diferença entre a temperatura a que estão as primeiras camadas e a temperatura das camadas superiores, mais afastadas do calor da mesa.

Desde já pedimos desculpas pelo fato de haver tantos nomes em inglês, mas grande parte da documentação e do mundo profissional e amador da impressão 3D fala nestes termos, por isso, colocamos a denominação em inglês e a descrição dos problemas.

De qualquer forma, deixamos-vos um artigo que fizemos explicando este problema com mais profundidade no nosso artigo Como evitar o warping e o cracking nas minhas impress√Ķes 3D.

‚ĚĆ Cracking ou rachadura

Na mesma linha do problema anterior, está o cracking ou rachadura. Falamos de cracking quando as camadas de uma peça não estão bem unidas, ficando estas separadas (daí o nome rachadura). Este problema pode ser causado, por sua vez, por duas causas diferentes:

  • M√° ader√™ncia entre as camadas: as camadas n√£o se colam bem entre si.
  • Contra√ß√£o t√©rmica: as camadas colam-se bem entre si, mas uma diferen√ßa de temperatura entre diferentes partes da pe√ßa faz com que se deforme, podendo fazer com que algumas camadas se separem.

Se o nosso problema é a falta de aderência, geralmente é devido à falta de temperatura. A maioria dos filamentos possui uma faixa de temperatura na qual podem ser impressos.

Dentro desta faixa, os valores mais baixos dar-nos-√£o uma melhor apar√™ncia est√©tica, pois a deposi√ß√£o ser√° mais “limpa”. Pelo contr√°rio, valores mais altos dar-nos-√£o melhor ades√£o das camadas. Imprimir materiais como o ABS, abaixo da temperatura apropriada, geralmente resulta em cracking ao tentar colar duas camadas sem aplicar calor suficiente.

Para verificar se a nossa peça sofre cracking devido à falta de aderência entre as camadas, podemos experimentar aumentar a temperatura e/ou reduzir a velocidade do ventilador de camada, pois o arrefecimento excessivo também pode afetá-la negativamente. Alguns materiais, como o ABS, sempre serão propensos a sofrer cracking e serão mais difíceis de controlar, outros como o PLA são muito fáceis de imprimir sem cracking.

Por outro lado, se nosso problema é a contração térmica, a solução é mais complicada, pois devemos conseguir criar um ambiente mais quente na nossa área de impressão. A solução ideal seria cobrir a nossa impressora, como indicamos no ponto anterior. Isso pode resultar em alguns problemas, pois uma temperatura excessiva pode levar a falhas nos componentes eletrónicos: perda de etapas, artefactos na impressão… também pode causar entupimentos, pois não há diferença de temperatura suficiente entre a zona fria e a zona quente do hotend.

No geral, evitar correntes de ar (e as consequentes varia√ß√Ķes de temperatura) e cobrir a nossa impressora ajudar√°, mas devemos ter cuidado para evitar os problemas mencionados.

‚ĚĆ Camadas deslocadas, layer shift

O deslocamento de camadas, ou layer shifting, é um problema que se manifesta em forma de um deslocamento em algum eixo a uma certa altura. Pode ocorrer nos eixos X, Y ou mesmo nos dois eixos simultaneamente. As causas mais comuns de layer shifting são:

  • Excesso de temperatura nos motores, ou nos drivers: a eletr√≥nica em geral n√£o est√° pensada para operar de maneira continua a uma temperatura muito alta.
  • Falta de pot√™ncia nos motores, ocasionada habitualmente por um valor de voltagem muito baixo nos drivers.
  • Falha mec√Ęnica: pode ocorrer que tenhamos um dente da nossas correias partido ou alguns detritos nos eixos que possam causar um congestionamento no movimento da impressora. √Äs vezes, um componente mal apertado tamb√©m pode ocasionar defeitos de deslocamento de camadas ao mover-se todo o eixo livremente.

Um conselho geral seria colocar dissipadores de calor e se possível ventilação aos drivers da nossa placa. Estes componentes basicamente encarregam-se de enviar toda a corrente necessária aos motores, de modo que tendem a aquecer. Da mesma forma, se a nossa impressora operar em ambientes muito quentes, seria apropriado adicionar também algum dissipador de calor aos motores dos eixos X e Y. Se os drivers estiverem muito quentes, é costume ouvir um toc, toc, toc nos motores quando os drivers se desconectam brevemente para terem tempo para arrefecer.

Al√©m disso, podes verificar se a tua impressora possui drivers com voltagem ajust√°vel e, em caso afirmativo, podes aumentar essa voltagem levemente girando com cuidado o potenci√≥metro em cada driver. Tem cuidado ao fazer isto e f√°-lo sempre com a impressora desligada ou com uma chave de fendas cer√Ęmica para evitar um curto-circuito com uma chave de fendas met√°lica. Se aumentas demasiado a pot√™ncia dos motores, corres o risco de cair novamente no problema de sobreaquecimento.

Finalmente, verifica se os eixos da tua impressora est√£o livres de sujidade e obstru√ß√Ķes. Verifica tamb√©m se as correias n√£o est√£o demasiado tensas nem os rolamentos demasiado apertados (no caso em que os rolamentos estejam apertados com abra√ßadeiras ou parafusos). Uns eixos que n√£o se movam bem, correias s√ļper apertadas‚Ķ fazem com que os motores tenham que trabalhar mais e podem perder passos.

‚ĚĆ Oscila√ß√Ķes no eixo Z, z-wobble

Este problema pode ser difícil de identificar, pois muitas vezes não é fácil de o distinguir da simples inconsistência da extrusão. Para identificá-lo, devemos ver se esta inconsistência se repete periodicamente. Se a inconsistência parece aleatória ou ruído em geral, provavelmente o teu problema não é z-wobble, mas um problema de extrusão. Por outro lado, se parece haver um padrão que se repete periodicamente, como ondas na superfície, é muito bem possível que tenhas um problema com o teu eixo Z.

Este problema deve-se, na maioria dos casos, a falhas estruturais na constru√ß√£o da m√°quina, e √© complicado resolver sem fazer modifica√ß√Ķes importantes no chassi da nossa m√°quina. Antes de tudo, verifica se todas as pe√ßas est√£o montadas corretamente, mantendo a perpendicularidade e certificando-te de que n√£o h√° parafusos soltos.

Tenta apertar todos os parafusos dos acopladores que unem os motores do eixo z aos fusos. Verifica tamb√©m se n√£o h√° “folga” entre o fuso e a porca trapezoidal. √Č dif√≠cil dar uma solu√ß√£o correta, pois o eixo necessita de alguma liberdade de movimento para compensar pequenos erros no chassi, como cantos que n√£o s√£o perfeitamente perpendiculares.

Uma boa solução que não é demasiado cara é substituir o conjunto do motor-acoplador-fuso por um motor com um fuso incorporado. Também podemos adicionar reforços à nossa impressora para que a estrutura desta não tenha folga na sua parte mais alta.

‚ĚĆ Fiozinhos nas minhas pe√ßas, stringing

O stringing é um dos problemas mais comuns nas peças dos iniciantes no mundo da impressão 3D, assim se as tuas peças tiverem muitos fios, não te preocupes, é completamente normal e fácil de resolver.

Os fios aparecem quando, quando o hotend se move entre duas peças da nossa impressão, goteja uma pequena quantidade de plástico, que se adere a ambas as partes, deixando um pequeno fio no meio.

Este problema pode ser causado pelo uso de um hotend de má qualidade, mas habitualmente as máquinas têm um hotend de qualidade suficiente, pelo que o problema quase sempre de uma má laminação no slicer.

Os par√Ęmetros mais importantes que deves rever no teu slicer para minimizar o stringing s√£o os seguintes:

  • Temperatura
  • Dist√Ęncia de retra√ß√£o
  • Velocidade de retra√ß√£o

A temperatura √© um fator vital e provavelmente uma das 5 configura√ß√Ķes mais importantes no teu perfil. Se tens muito stringing, certamente est√°s a fundir a uma temperatura demasiado alta. Lembra-te de que todos os materiais t√™m uma faixa de temperaturas na qual podem ser impressos, portanto, tenta reduzir a temperatura e aproxim√°-la do limite mais baixo recomendado pelo fabricante. Se j√° est√°s a usar uma temperatura muito baixa e continuas a ter stringing, verifica os seguintes pontos.

Embora n√£o seja poss√≠vel “sugar” o pl√°stico do bico, uma vez que n√£o √© poss√≠vel criar press√£o negativa, sim √© poss√≠vel minimizar a press√£o no bico removendo o filamento da zona quente do nosso hotend. A dist√Ęncia de retra√ß√£o depende muito da nossa impressora, pois √© necess√°rio ter em conta tanto o hotend como o extrusor e o tipo de extrus√£o (direta ou bowden). A maioria das impressoras bowden t√™m bom desempenho com um valor de retra√ß√£o entre 3 mm e 6 mm e as de extrus√£o direta entre 0,5 mm e 2 mm.

A velocidade de retra√ß√£o √© outro fator importante, pois quanto maior a velocidade, menor o stringing. Esta velocidade depender√° do motor do nosso extrusor e tamb√©m do tipo de extrus√£o (1:1 vs 3:1 como o extrusor Titan). Geralmente, valores entre 40 mm/s e 60 mm/s geralmente funcionam, mas em caso de d√ļvida, consulta um f√≥rum ou grupo dedicado √† tua impressora em concreto.

Al√©m disso, quase todos os slicers ou laminadores t√™m diferentes configura√ß√Ķes mais avan√ßadas que podem ajudar a reduzir o stringing, mas estes s√≥ ser√£o importantes se os tr√™s anteriores estiverem bem ajustados. √Č um t√≥pico muito amplo e poder√≠amos fazer um guia exclusivo sobre este problema, portanto, se quiseres v√™-lo, deixa-nos um coment√°rio!

‚ĚĆ Sobreaquecimento das pe√ßas, overheating, curling

Um dos problemas mais fáceis de diagnosticar, é o excesso de temperatura.

Como podemos ver na imagem, fundir o nosso plástico a uma temperatura excessiva fará com que as peças pareçam deformadas, com o centro da camada afundado. Isto ocorre porque ao derreter a uma temperatura muito alta, o material não tem tempo para arrefecer, e é por isso que as camadas podem ficar caídas ou afundadas.

Estas deforma√ß√Ķes ser√£o muito mais pronunciadas em pequenas √°reas, como pequenos picos na nossa pe√ßa, onde em vez de ficar uma figura limpa, aparecer√° uma coisa deformada.

A solução para este problema é simples, reduzir a temperatura. Também devemos jogar com os valores do ventilador de camada, pois uma temperatura alta pode favorecer uma extrusão mais fluida e podemos compensar essa temperatura com um bom arrefecimento. Desta forma, o material arrefecerá rapidamente e podemos obter ótimos resultados.

‚ĚĆ O p√© de elefante

O pé de elefante é um defeito que consiste na expansão no plano horizontal das primeiras camadas da nossa peça. Isto pode acontecer por duas coisas ou, normalmente, por uma combinação de ambas: o bico está muito próximo da cama ou a temperatura da mesa está muito alta.

Se o nozzle estiver muito próximo da mesa, é óbvio que as primeiras camadas serão mais achatadas e, portanto, vão-se expandir no plano XY. Para resolver este problema, precisamos nivelar corretamente a nossa primeira camada, conforme indicado na secção anterior deste artigo.

Uma temperatura excessiva da mesa (digamos, por exemplo 90 ou 100 graus para PLA) pode fazer com que o plástico recém-depositado se expanda e se deforme, causando este efeito tão característico.

‚ĚĆ Vibra√ß√Ķes nas minhas pe√ßas, ghosting, ringing

O melhor artigo sobre este assunto existente na internet √© o post de 3D Campy de 3DSpana sobre ghosting, por que se dedicou a experimentar diferentes combina√ß√Ķes e componentes, tirando fotos aos resultados, para que vejas como se nota quando diminui o peso dos eixos sobre o ghosting. Se o preferires em v√≠deo, tamb√©m tens o resumo aqui:

ūüėć As chaves para imprimir corretamente com a tua impressora

Já viste a coleção de problemas que compilamos. Agora tens que saber como SIM se fazem as coisas.

Conhecer a tua impressora e o teu laminador é a chave para a impressão sem erros e defeitos. Aqui estão algumas dicas para evitar problemas e ajudar-te a diagnosticar e corrigir os que surgirem:

‚úÖ As velocidades de impress√£o

Um dos erros mais comuns que encontramos nos principiantes é querer imprimir demasiado rápido as tuas primeiras peças.

A velocidade de impress√£o √© um dos par√Ęmetros de impress√£o mais importantes quando se trata de obter a melhor qualidade de impress√£o e um excesso de velocidade afeta muito negativamente a pe√ßa por muitas raz√Ķes: vibra√ß√Ķes, problemas de extrus√£o, sobreaquecimento, perda de etapas…

Uma das primeiras coisas que tens que fazer quando encontras um problema é reduzir a velocidade de impressão para ver se soluciona. Normalmente, imprimimos quase todas as peças entre 40 e 60 mm/s, não faz falta mais na maioria dos casos. Num serviço de impressão, o mais importante é a fiabilidade e, quando procuras fiabilidade, o melhor é imprimir a velocidades razoáveis, para que não tenhas que deitar peças ao lixo.

Não é necessário imprimir a 100 mm/s as tuas peças, especialmente as primeiras. Sim, todos conhecemos alguém que o consegue fazer, mas não é o melhor para garantir que saiam bem.

‚úÖ Ajuste e nivelamento da mesa

Aprender a deixar a mesa nivelada corretamente e o extrusor à altura correta é um dos primeiros passos que tomamos com uma impressora 3D nova.

Aqui tens como se vê uma mesa corretamente ajustada, a altura da primeira camada deve estar correta em toda a superfície da mesma.

Problemas altura primera capa

Primeira camada muito perto

Se a tua primeira camada estiver muito perto da superf√≠cie de impress√£o, poder√°s causar congestionamentos, arranh√Ķes na mesa, pe√ßas com as dimens√Ķes incorretas, p√©s de elefante‚Ķ

Primeira camada correta

Quando a primeira camada est√° correta, os fios depositados pelo extrusor tocam-se entre eles e n√£o ficam muito achatados contra a mesa.

Primeira camada muita separada

Uma primeira camada muito separada pode-se perceber pelos fios separados.

As peças impressas assim costumam descolar-se da cama ou sofrer warping.

E como se nivela corretamente uma mesa aquecida? A nossa técnica preferida é a do papel nos cantos. Não é necessário ter uma impressora com auto nivelamento, o melhor é ter uma impressora fiável e bem calibrada para imprimir com qualidade.

‚úÖ Como prevenir e arranjar entupimentos do extrusor

Os entupimentos por extrus√£o s√£o a causa n√ļmero 1 de falhas numa quinta como a nossa. Podes ter dominada a tua impressora, mas os entupimentos sempre v√£o aparecer, portanto, √© fundamental entend√™-los e poder preveni-los e corrigi-los.

Se n√£o entendes bem como funciona a extrus√£o de uma impressora 3D e quais s√£o os termos que se usam ‚Äč‚Äčpara falar sobre elas, podes consultar primeiro o nosso guia sobre extrusores 3D.

As causas dos entupimentos

Os entupimentos surgem por muitas causas diferentes, às vezes em conjunto com outras. Acho que a melhor maneira de as corrigir é primeiro entender todas essas causas e depois tentar uma série de técnicas que ajudam a corrigi-las.

  • Impurezas na ponta e o canal de impress√£o. Impurezas que se depositam no canal de impress√£o ou na ponta do bico e impedem ou bloqueiam completamente o fluxo do filamento.
  • PTFE/teflon degradado. Os hotends com teflon na zona quente requerem uma manuten√ß√£o do teflon, que quando se degrada obstr√≥i a passagem do filamento.
  • Problemas no extrusor. Talvez o teu extrusor n√£o esteja a funcionar corretamente:
    • Demasiada tens√£o ou demasiado pouca tens√£o na mola
    • Pouca voltagem no driver que n√£o d√° for√ßa suficiente ao motor
    • Polia suja, com os dentes cobertos de restos de filamento
    • Alguma pe√ßa solta ou partida
  • Filamento arranhado. Isto √© muito, muito importante entend√™-lo. Quando nos aparece o filamento arranhado, mordido pela roda do extrusor, nem sempre √© a causa do entupimento. Todos os entupimentos de impress√£o, seja qual for a causa, acabam por arranhar o filamento. E apenas os entupimentos que se devem √† tens√£o da mola e √†s retra√ß√Ķes excessivas, a causa principal do entupimento √© o pr√≥prio arranh√£o.
  • Ponta a raspar a base. Se a primeira camada est√° demasiado baixa pode interromper o fluxo do pl√°stico fundido e provocar rapidamente um entupimento no sistema de extrus√£o.
  • Cuidado com as retra√ß√Ķes. Uma pe√ßa com muitas retra√ß√Ķes muito r√°pidas pode acabar por arranhar o filamento. E retra√ß√Ķes longas e lentas podem sobreaquecer a zona fria do extrusor e acabar por provocar entupimentos tamb√©m. Em geral, as retra√ß√Ķes n√£o ser√£o a causa dos seus entupimentos, mas √© preciso ficar de olho nelas.
  • M√° refrigera√ß√£o. A refrigera√ß√£o √© uma vari√°vel fundamental nos hotend all-metal. Se o teu extrusor √© 100% met√°lico como a E3D V6, tens que ter muito cuidado com isto e com as retra√ß√Ķes excessivas.

Desentupir o bico com agulhas de acupuntura

Aguja acupuntura atasco impresora 3D

A t√©cnica de passar uma agulha de acupuntura pela cabe√ßa da impressora, √© mais √ļtil se a causa real do teu entupimento for uma impureza. Os bicos em si duram centenas ou at√© milhares de horas de utiliza√ß√£o, assim que quase nunca vais precisar troc√°-los.

O mais provável é que uma partícula se tenha depositado no bico e deves ser capaz de removê-la daí com uma agulha. Nós aquecemos a cabeça e colocamos a agulha quando estiver quente, para depois remover o filamento com as partículas que poderiam estar a causar o entupimento embebidas no filamento fundido.

Repetir este processo até que o plástico volte a sair com facilidade do bico novamente.

Pux√Ķes em frio e em quente

Os pux√Ķes demoram um pouco mais de tempo para passar do que a agulha de acupuntura, mas limpam melhor as impurezas e tamb√©m removem a sujidade n√£o apenas da ponta, mas de todo o interior do hotend.

São mais fáceis de explicar com um vídeo como o seguinte, mas o melhor que encontrei está em inglês:

mudança de teflon

Nos hotends com liner de teflon, √© necess√°rio alterar esta pe√ßa, em geral, a cada v√°rias centenas de horas. O liner de teflon ou PTFE √© uma pe√ßa que entra na zona quente do teu hotend para guiar o filamento nos √ļltimos cent√≠metros do percurso e que se degrada pela temperatura que atinge. Mud√°-lo √© um trabalho que vais ter que aprender a fazer para manter adequadamente a tua impressora.

Antes de que se degrade completamente o tubo, vais notar como à tua impressora lhe custa cada vez mais imprimir, o fio do filamento que sai é mais fino e pode-lhe custar depositar o material nas peças que imprimas mais rapidamente.

Em cada impressora, a mudança de teflon é diferente, mas aqui tens o exemplo da Hephestos 2 da BQ para que o entendas melhor.

Ajustar os par√Ęmetros de impress√£o

Existem entupimentos que podem ocorrer porque a nossa laminação não está bem adaptada ao tipo de peça e de impressora que vamos usar.

Para permitir que a tua impressora extrua com mais facilidade podes experimentar:

  • Imprimir mais devagar
  • Imprimir com mais temperatura
  • Imprimir camadas mais finas
  • Reduzir o flow rate se o tiveres a mais de 100%

Todos estes truques reduzem as press√Ķes sobre o extrusor e o fusor, pois exigem menos fluxo pelo hotend e aquecem o pl√°stico para seja mais fluido.

As retra√ß√Ķes tamb√©m podem influir nos problemas de extrus√£o:

  • Demasiadas retra√ß√Ķes ou muito r√°pidas podem acabar provocando que se arranhe o filamento no extrusor.
  • Retra√ß√Ķes demasiado longas ou lentas podem produzir problemas de refrigera√ß√£o no teu hotend (principalmente se for all-metal) ou acabar com pl√°stico entupido na zona fria do hotend.

Se n√£o sabes como arranja-lo, desmonta o extrusor e o hotend

A melhor maneira de atacar um problema mec√Ęnico que n√£o saibas resolver √© desmontar o que queres arranjar. Desmontar um hotend e um extrusor √© bastante simples e te permitir√° ver por dentro o que se est√° a passar e reflexionar sobre o problema.

Quando desmontes o teu extrusor, poderás reparar se há alguma peça partida, sujidade em alguma parte, algum parafuso solto…

Se desmontas o hotend, poderás ver o estado do teflon, a tensão das roscas do hotend e se há resíduos de impressão no canal do filamento.

Em qualquer dos casos, aproveita a oportunidade para limpar as peças para prevenir erros futuros.

ūüĎč At√© aqui o guia para solucionar problemas de impress√£o 3D da Bitfab

Muito obrigado por teres chegado até aqui.

Se tiveres alguma d√ļvida ou um problema diferente, basta coloc√°-lo nos coment√°rios e n√≥s ajudamos-te a resolv√™-lo, ou talvez o adicionemos aos restantes problemas ūüėĀ

ūüĎč Cumprimentos e obrigado de novo!

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